25/09/2009 - 12h09
Quebrar o silêncio é primeira arma contra o bullying

Por Redação do Aprendiz

“Eu tirei a maior nota da classe e alguns alunos se revoltaram com isso. Foi então que eles resolveram jogar sopa em mim. Eu senti um desprezo enorme por eles e muita vergonha”. O relato é de Jonathas Leme,19, estudante da Escola.Estadual Professor Adelino José da Silva D’ Azevedo, situada na zona leste de São Paulo. Na época em que o fato aconteceu, Jhonatas tinha apenas 11 anos.

Esse caso é um exemplo de um dos problemas enfrentados por instituições de ensino do mundo inteiro: o bullying entre os alunos. Segundo o portal Observatório da Infância, acesse no http://www.observatoriodainfancia.com.br/,  o bullying se caracteriza pelo uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os colegas na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying). No Brasil, também é conhecido como assédio moral.

O bullying não é simplesmente brincadeira ou “zoação” entre os alunos. É uma forma de violência que se caracteriza pela persistência das ocorrências, pela falta de motivo para a agressão e pela disputa pelo poder.

De acordo com a psicóloga Marília Graf, a maior incidência desse tipo de violência se dá entre os 8 e 14 anos por ser uma fase de auto-afirmação para meninos e meninas. A psicóloga lembra também que o silêncio por parte dos agredidos contribui ainda mais para a manutenção do bullying.

Embora o termo seja usado há poucos anos, o bullying não é um fenômeno recente. Sempre ocorreu no ambiente escolar. “Atualmente a sociedade tende a categorizar os fenômenos das escolas. Assim, os especialistas olham para os fenômenos como especialidades e com isso é mais fácil se aprofundar na questão”, analisa o diretor do Ensino Fundamental II do Colégio Santa Cruz, Ricardo Mesquita.

Mesquita descreve o agressor como uma pessoa insegura e com desejo de poder. Segundo o diretor, a prática é uma forma que o agressor encontra para tirar o foco dele, chamando atenção para o outro.
 
O bullying já foi retratado inclusive no jogo Bully da produtora e distribuidora Take-Two Interactive Software, Inc. O jogo está causando polêmica entre estudiosos de diversos países. Os especialistas afirmam que o jogo é um incentivo às práticas violentas. No Brasil, a justiça proibiu a venda. Quem for flagrado vendendo cópias do game terá de pagar uma multa de R$1 mil.

Além dos portões dos colégios

Além da agressão no ambiente escolar, outra prática comum é o cyberbullying. Com a Internet, os alunos utilizam da liberdade proporcionada pela ferramenta para agredir colegas, muitas vezes de forma anônima.

Para o diretor do Colégio Santa Cruz ainda é uma dificuldade muito grande lidar com esse tipo de agressão, realizada, principalmente, via redes socais como Orkut, Facebook e Twitter. “A escola tem que fazer com que os alunos levem a ética que ensinamos aqui para o ambiente virtual, o que é muito complicado. Nós não tínhamos esse contexto anteriormente”, ressalta Ricardo Mesquita.

O Colégio Santa Cruz teve recentemente um caso de cyberbullying.Uma aluna, moderadora de uma comunidade do Orkut, agredia uma colega de classe. Muitos aderiram à comunidade colocando suas opiniões de forma anônima. A escola conseguiu solucionar o problema, mas a aluna alvo das ofensas resolveu mudar de escola. “Isso deixa uma sensação de fracasso muito grande”, lembra o diretor.

Os especialistas recomendam que a vítima de cyberbullying recolha as evidências da agressão, imprimindo as telas em que aparecem as ofensas. Com esse material em mãos, a vítima e os pais devem procurar uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência. A polícia encaminha esse documento para uma delegacia de crimes virtuais responsável por rastrear o IP (Internet Protocol) para chegar ao agressor.

Saiba mais sobre o bullying em: http://www.agenciacomnoticias.org.br


(Envolverde/Aprendiz)


Últimos Comentários
Sandra Fayad (sandrafayad@brturbo.com.br)
Hoje estou um pouco triste, não só porque perdemos 2,80 m X 10 m da nossa horta comunitária; não só porque gastei R$ 300,00 com serviços ( mão-de-obra); não só porque gastarei mais ou menos R$ 500,00 para acomodar as plantas que conseguimos evitar que se transformasse em lixo ou que ficassem soterradas sob a calçada a ser construída pelo vizinho. O que me incomoda é perceber que fatos como este só conseguem despertar em algumas pessoas desejo de obter vantagens, seja recebendo doações de plantas, seja oferecendo serviços caros, seja defendendo o interesse contrário. Sou fã da imprensa que quase sempre adota atitude isenta. Na última quinta-feira enviei mensagem ao Grupo Amigos da Horta com o seguinte teor:
“Estive muito ocupada nesses últimos dias com a Horta.
Primeiro porque, em meio à desolação de não poder mantê-la intacta devido à intolerância, recebi o pedido de agendamento de mais uma visita de alunos e professores de Ciências da Escola Monteiro Lobato. Tive que trabalhar bastante para recebê-los bem. Tudo fiz para que não se lembrassem da depredação e se fixassem nos benefícios da visita. Nesse momento a produção da TV Globo me procurou para gravar mais uma reportagem sobre as atividades da Horta. Conseguimos fazer coincidir ambos os eventos. Assim é que no dia 20 de setembro estavam no espaço alunos, professores e a equipe de reportagem. A matéria deve ir ao ar amanhã, dia 25/09, sexta-feira, no DFTV 1ª edição. Na parte da tarde iniciamos a retirada das plantas que estavam no caminho por onde o vizinho vai fazer a segunda rampa de acesso para veículos, medindo 2,80 m x 10,00 m. Deu um trabalho enorme, mas salvamos todas. O Sr. Geraldo trabalhou três dias e Maria José nos ajudou durante dois dias. Fizemos dezenas de vasos, transferência de algumas plantas para os cantos vazios dos demais canteiros e retiramos boa parte da terra adubada. Você tinha que ver a beleza de terra que havia ali, onde antes só se via lixo, areia, pedras, materiais pesados.
Depois dessa experiência, não duvido mais que terra, animais e plantas se beneficiam simultaneamente. Enquanto eu pensava que as plantas só ficariam belas se eu lhes desse bastante adubo, elas próprias, um pouco alimentadas, se encarregavam de nutrir a terra para que esta lhes fosse benéfica. Para completar a trilogia, o ambiente tornou-se favorável à sobrevivência das minhocas e à alimentação dos pássaros, lagartixas e insetos polinizadores. Minha única tarefa era dar-lhes de beber regularmente e cuidar para que uma planta mais audaciosa não prejudicasse outra mais sensível.
Hoje pela manhã, outra equipe da Rede Globo veio entrevistar-me e ao Sr. José Afonso a respeito do entupimento dos bueiros pelo lixo acumulado nas ruas de nossa Quadra, e a consequente erosão causada no terreno em área nobre tombada ao Patrimônio Histórico.
Mostramos o local e contamos detalhes sobre essa realidade. A reportagem também deve ir ao ar amanhã..
Hoje, ao final do trabalho, observei que alguns sabi
Wílton Fernando Ferreira (catetohipotenusa@gmail.com)
Resumo este texto e todos os seus argumentos, bem fundamentados, sem dúvida, com uma pequena frase designativa: Complexo de pequenês. Já que sou pequeno, medíocre, incompetente convicto, então, vou destruir todo aquele que tem tudo aquilo que não tenho e não tenho a menor competência para adquirir.
Professor Wílton Ferreira, de São Paulo.
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
Desenvolvido por AW4 Tecnologia

Comentar

Imprimir

Enviar